terça-feira, fevereiro 07, 2006

A Mealhada e o pao com chourico


Na sequência das incursões poéticas do Confrade Sequeira e de algumas notícias recentemente veiculadas pela Comunicação Social atrevo-me a falar do pão.

Esse elemento básico da alimentação mediterrânea é, ao mesmo tempo, simples e excepcional. Todos gostamos de pão. E vai daí, talvez não. Mas na Cubata, pelo menos, todos gostamos do pão.

É verdade que há pão bom e pão mau. Há quem goste de pão de trigo, mais branco e refinado mas também quem prefira o escuro, de mistura, mais selvagem. Menos frequente nas nossas mesas é o pão de milho, amarelo, mas com o seu potencial.

O pão novo, acabado de fazer, é das melhores iguarias que podemos saborear. Pode até comer-se simples. O chamado "pão com dentes" que se derrete na boca. À medida que vai perdendo a frescura torna-se mais difícil saboreá-lo dessa forma e são indispensáveis os companheiros de sempre: a gordura (manteiga ou azeite) e o chouriço. O pão com chouriço é (quase) sempre bom. Quem não aprecia, depois de uma noite de farra, um belo pão com chouriço? Já existem, inclusivamente, estabelecimentos que se dedicam a este reconfortante alimento. Mas esse é um tema de conversa por si só...

Há por aí uns pães que não tenho a certeza de o serem. Há-os sem côdea. Os que não têm colesterol. Ora, para mim, pão é pão. Quer-se com alguma côdea e colesterol. E, de preferência, com uma embalagem clássica. Nada bate o clássico saco do pão com seu pequeno atilho a separar-nos da refeição.

Para terminar quero apenas deixar uma ideia, na linha de pensamento do poeta.
Se, no nosso imaginário, o pão com pão é a forma mais interessante de o apreciar, a prática diz-nos que, quase sempre, as expectativas saem goradas: esse pão com pão é quase sempre artificial, mal confeccionado e com uma embalagem extremamente ordinária. É, enfim, um Bimbo de má qualidade. E convenhamos, confrades, nesses casos, nem o chouriço faz milagres...

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Enfim, o blog Cubático!


Ilustres Confrades

A CUBATA já merecia. Se não são muitos os anos de existência da Confraria, muitas são as Reuniões Magnas realizadas, e mais ainda o número de mails trocados entre Confrades (o número de pratos e copos sofregamente ingeridos ficará para contas posteriores). Entre despiques, banais comentários, sugestões culturais, desabafos e sentidos louvores à Confraria, a nossa correspondência sempre se pautou por criatividade e masculinidade a rodos, bem como por um nível superiormente elevado (excepção feita ao Confrade do costume), a fazer inveja a qualquer escrito queirosiano. Assim sendo, e considerando que:

- é inocultável o real e efectivo crescimento da nossa bem amada Confraria, traduzido na sua solidez, na sua longevidade, no número de Reuniões Magnas realizadas e de travessas demolidas;
- a construção do site Cubático se reveste de semelhanças com a da Igreja de Santa Engrácia (sem desfazer o Confrade em causa, a Santa ou a Igreja, "seja tudo em louvor de Nosso Senhor, escusava era de ser com tanta força");
- a Correspondência Cubática tem provas dadas de qualidade, a merecer, indubitavelmente salvo excepção, publicação;
- urge facilitar a troca de correspondência entre Confrades que se dispersam pelo globo, e acabar com a dependência da disponibilidade de e-mail para o efeito;
- não parece ser má ideia agilizar a referenciação a correspondência anterior e a compilação da mesma;
- o tema foi já discutido na VIII Reunião Magna, na Mealhada, com anuência dos Confrade presentes

a CUBATA funda o seu blog!
São autores dos itens publicados todos os Confrades em pleno gozo dos seus direitos.
A partir de hoje, cada publicação se incorporará nas recordações que marcarão a eternidade da Confraria e que percorrerão a memória-comum dos que a continuarem depois de nós. Tenhamos, Exmos. Confrades, a histórica consciência deste momento! E que os que se nos seguem se possam orgulhar de nós. Ou não fossem os seus Confrades o que a CUBATA tem de melhor.